Tive oportunidades únicas na minha infância e adolescência: curtir a natureza, fazer cozinhadinha, brincar de boneca no fundo do quintal, casar-me com algum primo, e sim, lutar como o Daniel San*. ( * personagem principal do Karate kid). Engraçado citar o filme... outro dia a loira do meu trabalho me disse, "você percebe quando alguém esta velho, quando ele diz que assistiu karate kid." Talvez seja verdade, mas se for considerar que a Globo adora reprisar esse filme, podemos dizer que, ele de fato faz parte da infância de qualquer um, inclusive dos meus filhos que ainda nem nasceram.
Retomando o raciocínio, outro dia reencontrei o meu primeiro namorado, e foi bem engraçado, porque acredito que ele tenha me visto, mas sabe como é, eu estava muito feia... não valia a pena me cumprimentar, também, não me fiz de rogada, passei direto, afinal não é todo dia que você tem a coragem de sair com sua calça estampada bem larga, sandálias e aquele cabelo preso depois de levantar. Bem faz parte da vida...
Brinquei diversas vezes de "cai no poço", e confesso essa brincadeira é a maior fraude... sempre saímos com quem queremos sair, salvo quando aquele lindinho não quer sair com você, não sei se isso já aconteceu... Uma das minhas maiores decepções nesse jogo é que, eu nunca tive coragem de escolher " salada mista" que é de fato o maior premio do jogo. Como eu quis beijar o filho da professora... ( risos )
Lendário, é essa a palavra que define a época que um amigo e eu resolvemos filmar uma historia, uma readaptação de " Romeu e Julieta", o engraçado é que nos queríamos ser tudo, ator principal, vilão, roteirista, câmera... Não vingou, mas foi muito bacana o tempo que perdíamos arrumando a casa dele "cenário".
Toda essa vontade de atuar se dava pelo fato de termos apresentado as melhores peças da escola, a competição era essa... a melhor peça, incluía figurino, maquiagem, interpretação, Claro, interpretação.... Eu nunca fui a linda da escola, muito menos a princesa, mas era uma excelente atriz, não esqueço quando apresentei sobre as mesas da cantina a peça " Cinderela" na qual eu era a irmã feia ( um ótimo papel por sinal, afinal eu era gordinha, cabeludinha, meio queimada de sol) resumindo, perfeita para o papel... E eu dei um Show... ( Risos estéricos).
Não era só interpretar, eu era uma excelente dançarina...E não, não era a dança da Xuxa, quer dizer era também, mas eu fazia parte de um nível mais elevado de dança... enfim, como dizem, gordinhas tem um molejo diferenciado dos demais, e foi inesquecível a apresentação vestida de cigana, altas fotos, que foram roubadas pelo meu "admirador secreto", outra história, depois conto. :D
Tempo perdido, mas nunca esquecidos... guardados no coração.